Viagem dos imigrantes italianos para o Brasil demorava até 40 dias

Viagem dos imigrantes italianos para o Brasil demorava até 40 dias

Imigrantes não sabiam qual seria o seu destino

Imigrantes não sabiam qual seria o seu destino

Uma longa viagem rumo ao desconhecido, repleta de obstáculos, mas cheia de esperança. Era assim os primeiros imigrantes deixavam a Itália rumo ao Brasil em busca de uma vida melhor.

No imaginário italiano, o Brasil era a terra da da fartura, onde as montanhas eram de ouro e das árvores se colhia queijo. Por isso, a saída da Itália para o Brasil abria um novo horizonte para os imigrantes. Mas cruzar o Atlântico em direção à América não era nada fácil:  a viagem, na terceira classe do navio a vapor, podia durar até 40 dias.

“As condições de viagem na terceira classe eram muito difíceis. Era uma condição de pobreza, muitas pessoas e pouca comida. Porém, tinha pessoas que sonhavam, que cantavam. O clima de esperança ajudava muito a enfrentar a viagem e as dificuldades, doenças”, conta o presidente da Autoridade Portuária de Gênova, Luigi Merlo.

“O clima de esperança ajudava muito a enfrentar a viagem e as dificuldades, doenças”

Entre 1876 e 1915, 24% dos italianos que saíram da Europa vieram para a América do Sul – principalmente para o Brasil, Argentina e Uruguai. As viagens foram documentadas pelos comandantes dos navios e estão preservadas no arquivo do Estado de Gênova.

Somente quando chegavam aos portos brasileiros as famílias descobriam para qual região do país seriam levadas. A chegada ao Brasil ocorria no porto de Santos e também no do Rio de Janeiro.

Apesar das dificuldades, nas cartas endereçadas aos que ficaram na Itália, os imigrantes contavam que o Brasil era mesmo um país melhor para viver. “A terra é fértil na colônia. Há muitas árvores. Aqui um homem que trabalha um mês, alimenta uma família por um ano. A água e o ar são excelentes, como no nosso país”, diz uma carta enviada em 1876.

“Foi um momento no qual a pobreza era um drama no país [Itália]. O Brasil e a Argentina eram vistos como novos mundos, com grande capacidade e potencial do ponto de vista econômico”, conta Luigi Merlo.

Entretanto, antes de partir ao Brasil, era preciso fazer uma longa viagem na Itália. Dependendo do lugar, as famílias levavam cinco dias para chegar até a estação de trem mais próxima rumo ao porto de Gênova. Uma travessia feita a pé, debaixo de sol e chuva, por estradas de chão. Contavam apenas com o auxílio de animais para carregar os pertences.

Com informações de Guilherme Fadanelli, da RBS TV

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